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Castlevania: Symphony of the Night
11/03/2010 às 16:11
Castlevania: Symphony of the Night
Um dos jogos mais reverenciados da história da indústria, Symphony of the Night, publicado pela Konami – mesma de Metal Gear Solid – é mais uma entrada na longa série Castlevania, que gerou games p...
9.0
Ótimo
Mais sobre o jogo: ImagensVídeos
prós/contras
+ Campanha envolvente
+ Multiplayer balanceado
+ Quantidade de cinematics
+ Gráficos
+ Número de jogadores
- Poucas raças
- Poucas unidades
Um dos jogos mais reverenciados da história da indústria, Symphony of the Night, publicado pela Konami – mesma de Metal Gear Solid – é mais uma entrada na longa série Castlevania, que gerou games para quase todas as plataformas no mercado, e o primeiro game da saga de Drácula no Playstation.

A história de Symphony of the Night narra a aventura de Alucard, um novo herói com algumas ligações com a família Belmont, os caçadores que povoam outros jogos da série, para derrubar – adivinha só – Drácula e as diversas criaturas infernais que povoam os corredores de seu castelo. A trama em si, como em todo outro Catlevania, é relativamente rasa, mas este jogo consegue alguns momentos de surpresa e mesmo personagens de outros games retornam para enriquecer o drama, como o caçador Richter Belmont e a Morte. Isso pouco importa, principalmente se lembrarmos que a série sempre foi uma experiência simples focada em uma jogabilidade sólida e divertida. E Symphony of the Night consegue como nenhum outro Castlevania, e poucos jogos de plataforma, consolidar um gameplay cativante. A começar pela esmagadora quantidade de armas à disposição do elegante herói: deixando de lado o velho chicote – com seus upgrades – o jogo conta com diversas armas, desde espadas orientais, sabres, machados e lâminas mágicas, criando um repertório agradável, em que cada arma torna a experiência única e exige diferentes níveis de habilidade.

A dinâmica de jogo pega inspirações de games como Super Metroid, Super Mario Bros. e, claro, outros games da série: o castelo é um complexo de salas distintas que forma uma grande rede e que, ao invés de forçar o jogador por um único caminho, cria uma estrutura consideravelmente aberta. Entretanto, como em Metroid, algumas áreas no castelo poderão ser acessadas apenas quando alguma habilidade futura é adquirida. É uma mecânica de jogo funcional, no sentido que incita o jogador a avançar no game para conseguir alcançar aquele misterioso alçapão no teto, ou passar pelos profundos corpos de água no subsolo do demoníaco castelo, e o avanço é tanto um objetivo como uma recompensa.

Outra novidade é o sistema de Familiars. Ao encontrar itens especiais no castelo, Alucard ganha um companheiro com habilidades próprias –alguns ajudam no combate, outros acham áreas escondidas - e a capacidade de evoluir em uma segunda forma. É um sistema pouco profundo, mas que encoraja a batalha e exploração. E exploração é um dos pontos chaves de Symphony of the Night: o jogo é lotado de segredos, áreas escondidas e mesmo eventos secretos. Alguns deles dão acessos a novos e poderosos itens, outros a novos vilões e um em especial simplesmente multiplica por dois a vida útil do game ao virar o castelo ao contrário, inserir novos desafios e um final verdadeiro – não venda em hipótese alguma o gold ring e o silver ring! Symphony of the Night é desafiador e exige uma moderada dedicação. Os chefes são épicos, alguns sequer cabendo na tela, bem desenhados e altamente desafiadores. Não é uma dificuldade no nível de Mega Man X ou Contra, e o jogador raramente vai se ver perdido, devido a uma interface simples e um mapa no estilo Metroid.

Graficamente falando, Symphony of the Night pode causar um certo estranhamento. O jogo usa um estilo 2D parecido com Metal Slug – só que menos energético – e poucos são os efeitos 3D usados, como uma névoa em alguns mapas e o caixão usado como save point. Nada muito além disso. Entretanto, vejo isso mais como uma opção estilística, visto que a sobriedade ajuda a construir um clima dark e gótico pouco carregado que segue todo o design do jogo. A palheta é variada e muda conforme as áreas do castelo: a entrada e as cavernas subterrâneas são de um azulado escuro e frio, enquanto o coliseu é de um tom ocre e mais carnal, porém não menos intimidante. As animações são também um ponto negativo: Alucard corre em uma seqüência de 3 ou 4 frames e alguns adversários utilizam uma temática de movimentação que remete à de um boneco de papel. O resultado não machuca de forma alguma a experiência, mas pode fazer com que alguns jogadores – principalmente os da geração Crysis – prefiram passar reto. O som é primoroso, com uma trilha sonora variada e energética e um dos melhores temas de créditos finais. O game exibe um certo grau de dublagem, e os personagens exibem falas de uma mista qualidade textual e, geralmente, em MIDI, mas os atores conseguem compensar um pouco as limitações: a voz gutural e distante de Alucard sem dúvida ajuda muito a construir sua personalidade.

Castlevania: Symphony of the Night é um dos pináculos do gênero plataforma e um admirável esforço artístico. Embora o título pareça um pouco anacrônico, visto que é um game 2D para um console que se pretende capaz de renderizar cenários completamente tridimensionais, este Castlevania mostra mais do que nenhum outro jogo a força e capacidade que o gênero bidimensional side-scrolling pode propiciar, e sua capacidade de dar uma jogabilidade inigualável e, enfim, ser ainda um poderoso meio de se contar uma história.
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